Back In N.Y.C.

Eu falei, há alguns posts atrás que iria abandonar o blog, que tinha outras idéias. Pois bem, ainda tenho as outras idéias mas sinceramente não sei se estou com saco para toca-las em frente. E como eu gosto de escrever no blog, então resolvi voltar.

Os assuntos futeis e os assuntos sérios nas entrelinhas são novos (ou nem tanto), mas a postura nem tanto: leia quem quiser, comente quem quiser, escrevo pois gosto de voltar depois e relembrar. :)

Por que The Carpet Crawler? Com o tempo você vai entender.

NP.: Genesis – In The Cage

This is the end.

Pois é ladies and gentlemen, esse blog está dizendo adeus até logo. Tenho algumas coisas legais (???) para “compartilhar com a internet”, mas isso quero deixar para outros projetos que estou em mente. Posso adiantar que em breve estarei escrevendo minhas asneiras na Internet, mas em um outro formato, enfim, se alguém visita esse blog constantemente, digo: I’ll be back. :)

Hasta la vista, babies.

Rebel Meets Rebel – Rebel Meets Rebel

Rebel Meets RebelO que dizer quando quatro lendas se encontram? Ou quando fãs encontram o ídolo e resolvem trabalhar juntos? Eu estou falando de David Allan Coe, Dimebag, Rex e Vinnie Paul. Dime, Rex e Vinine eram do lendário Pantera, que fazia um Thrash Metal (após o Cowboys From Hell, quando obtiveram a fama) com bastante influência de Hard Core e letras que falavam, entre outras coisas, sobre o cotidiano Sulista. Na outra mão, fazendo um som que nada tinha de Metal, mas era muito malandro, David Allan Coe. David rotulava sua música como Outlaw Music.

O disco chega chutando bundas com a Nothin’ To Lose que começa com um som mais groove, cheio de wah-wah e slaps no baixo e parte para uma base pesada, sólida, proveniente do lado metal. Os versos tem aquela batida seca, rápida do Country e o peso do metal. Perfeita. Uns gemidos de mulher no meio da música dão aquele ar de sacana, pilantragem.

A Rebel Meets Rebel chega num clima totalmente Sulista. É praticamente um Country, envolvente, chega a ser algo até dançante, mas Dimebag, guitarrista versátil, consegue deixar sua assinatura com sua guitarra crua e agressiva. O refrão é contagiante e pesado.

Cowboys Do More Dope começa com piano, aquela coisa bem de barzinho no meio de uma estrada no Tennessee, mas logo o piano divide o espaço com um rock n’roll bem levado, não muito rápido, nem muito lento. Na medida certa. Posso estar sendo repetitivo, mas o fato é que o som é muito envolvente. O solo, principal habilidade do Dime, é maravilhoso, cheio de bends, ele sabia a hora de fazer a coisa certa, na hora certa.

Coma a Panflio certamente lhe virá em mente o México, sul do Texas, aquela região onde a influência mexicana é muito forte. É incrível a capacidade da música te remeter à lugares, à situações. Colada com a Panflio, vem a Heart Worn Highway. Essa música é mais “calma”, muito gostosa de ouvir, onde violões e guitarra compartilham a atenção, com curtos solos de guitarra em diversas partes da música. Poderia servir uma dose de Black Label, se eu tivesse agora no momento. No decorrer da música ela vai ficando mais envolvente, mais agressiva, mais uma vez, solo show.

One Night Stands, é mais pesada e é onde o Rex mostra que também tem um bom controle sobre seu instrumento. O solo é algo a ser citado, pela sua pegada rock n’roll, enquanto a cozinha da banda leva a base de forma fantástica. Essa é a faixa mais rock n’roll do álbum, com certeza.

Depois da porrada da One Night Stands, vem a calmaria da Arizona Rivers. Guitarra com slide, pouca distorção, a sensação é de tranqüilidade. A musica curta, 2:27 minutos, mais parece uma lição de vida do Sr. Coe, e se você ler a letra é uma forma de mensagem aos mais novos. A bateria dá lugar à percusão. Impossível não vir na mente uma cidadezinha pequena e bem ajeitada do Tennessee. :)

Mas a calmaria dura pouco, pois Get Outta My Life chega chutando bundas. O moderno e o tradicional se encontram. É a voz do Country ditando ao som do rock n’roll. O refrão traz outros vocais que não do David, uma voz gritada dá ao refrão uma outra dimensão. O disco segue firme e forte com a Cherokee Cry, que segue o esquema um acorde pesado de guitarra, aí só voz, baixo e bateria, outra porrada na guitarra, e baixo, voz, batera. Depois do solo entra um som, parece um ritual indígena, ficando a bateria fazendo batuque, como que interagisse com o som da tribo.

A Time é frenética. Talvez isso é tudo que posso falar dela. Rock n’roll, pesado, constante, sem paradas, sem enrolação. Cozinha como sempre forte, vocal que sabe das coisas e guitarra sempre muito característica.

No Compromise começa de forma interessante, pesada e com wah-wah, baixo e bateria dando porradas nos ouvidos enquanto o Mestre Coe vai anunciando qual vai ser a próxima música. O verso é bem interessante, com efeitos na voz de David, que divide o vocal com uma outra voz “eletrônica”. Do nada a música parte para um verdadeiro Hard Core antes de ir para o refrão. Chega a assutar.

E para terminar a obra, N. Y. Streets começa como uma entrevista do David. Depois começa os violões e a guitarra de fundo, com um efeito muito interessante. Essa música tenta – e consegue – recriar um clima bem country das antigas. Fala um pouco da história do Dimebag e do David. Talvez não seja tão legal ouvir essa música sozinha, mas no contexto do disco, cai muito bem.

Rebel Meets Rebel é um projeto que até agora só rendeu esse disco e acho pouco provável que vá render outro, afinal o Dimebag é uma peça insubstituível. Um trabalho muito bom, é notável que a intensão era de se divertir, gravar música por prazer, sem compromisso, sem pressão, apenas uma reunião de bons amigos. Infelizmente Dime deixou a vida muito novo, mas suas obras, sendo esta uma das mais interessantes (na minha opinião) ficarão por aí.

Não falei muito da cozinha da banda, Vinnie e Rex, mas ambos foram impecáveis neste disco, mostraram entrosamento, bom gosto ao comporem suas partes. Vinnie é dono do uma batida muito forte na bateria, Rex sabe fazer as linhas de baixo certas, na hora certa.

Disco pra lá de recomendado. Nota 10.

Nelson – After The Rain

Nelson - After The Rain
O Hard Rock dos anos 80 segue uma fórmula que é basicamente: rock n’roll + (leves pitadas de) heavy metal + pop. Ouvimos desde riffs pesados do Mötley Crüe na Shout At The Devil, até chegar nas baladas açucaradas do Bon Jovi. O que muda é a dosagem de cada elemento. Nesse intervalo entra os irmãos Nelson.
A reação de quem não conhece o som deles é quase sempre de uma reprovação preconceituosa. É bem verdade também que as demais bandas do Hard 80’s sofrem bastante preconceito e os fãs deste estilo sempre têm que lidar com “eram um bando de viados”, “eu gosto é de rock de verdade” e coisas assim. Puro preconceito, é claro.

Mais puxado para o Pop vem o som do primeiro disco dos irmãos Nelson, After The Rain. Com o tempo, a partir do segundo álbum (Because They Can) os irmãos iriam puxar o som mais e mais para o Country.

After The Rain é um disco para quem procura alguma coisa mais diversificada, baseado no Pop, mas sim, sem deixar de lado boas bases e solo de guitarra. As letras como não podiam deixar de ser, falam sobre relacionamentos, desencontros amorosos e etc, mas sem apelos. Tratam o assunto de maneira até meio inocente.

Eu vejo como um disco bastante rico. Trazem violões, guitarra, teclado/piano para as músicas e fazem tudo isso trabalhar muito bem na mesma música. Não é um show de técnica, ao invés disso, eles optam por um som mais amigável, mais ameno e com bastante personalidade e energia. Tudo nesse disco é milimetricamente pensado, o que acaba dando, deixando algumas partes um pouco “plásticas”.

Não vou falar de todas as faixas, mas posso indicar algumas que acho as mais “representativas”, como a (Can’t Live Without Your) Love And Affection, que é enérgica mas ao mesmo tempo amena e agradável, ou a After The Rain que parte para algo mais para o “Hard 80’s” tradicional, com um solo de introdução e tudo mais. Temos também a balada Only Time Will Tell, bem baseada em piano/teclado, refrões fortes e melódicos. E a rocker Bits And Pieces.

Se você quer algo mais cru, mais “garagem”, ou um som mais moderno e “cabeça”, não recomendo este disco, mas se você quer ouvir algo mais “easy going”, para ouvir com a namorada, After The Rain é uma boa pedida.

This time around…

The world around us hangs in doubt
You face a crime that we’ll hear about
To pay the cost would never be the same
Eternal lovers we’re not to blame
There’s no mistake there’s no refrain
The same surroundings that stood
Are here again this time
As I look around you can’t be found
To lose you I’d rather see
The endless time of space go passing by
This time around
This time around
So look around we all will be found
In love

Um dos dias mais tristes para mim…

Vain – No Respect

Vain - No Respect

Fazia tempo que eu não comentava sobre um disco que eu goste. Sim, pois exceto pelo ao vivo do Whitesnake (que gerou um certo protesto por parte dos fãs e eu me diverti muito lendo), eu normalmente falo de coisas que eu gosto. Enfim, No Respect, primeiro disco do Vain. Eu conheço esse disco desde 2002, aproximadamente, mas por algum motivo ele caiu no esquecimento e recentemente tive o prazer e encontrá-lo. Antes de falarmos do disco, vamos para um pouco de história da banda. Davy Vain, líder da banda, era um cara com certo reconhecimento antes de gravar este disco por produzir bandas de Thrash Metal da Bay Area de San Francisco, Califórnia.

Apesar de ter sido lançado em 1989, o disco não soa datado (entendam que datado não é uma coisa necessariamente ruim neste caso, e em muitas vezes podemos dizer que é um elogio, ao tratar-se de rock and roll), talvez por esse motivo os ex-farofas, agora modernos, ainda considerem esse disco como uma referência. Apesar de ser rotulado como Glam Metal ou Sleaze Glam, a banda não abusa dos velhos clichês, como uma mina gemendo e tentativas vulgares de sexismo, apesar das letras falarem sobre relacionamentos.

Talvez pela experiência como produtor do Davy, a banda consegue apresentar um som sem muitos exageiros, tanto quanto ao peso, quanto a “doseagem pop” que as bandas do gênero apresentavam. E o resultado é bastante equilibrado e agradável. Sinto uma tendência a algo mais sóbrio do que o ritmo “festivo” das bandas da época. Para exemplificar o que digo, ouçam 1000 Degrees e Smoke And Shadows, que não são baladas, mas sim mais lentas, mais “frias”, vamos assim dizer. Até mesmo a balada Without You é bem diferente das famosas baladas da época, pois não traz aquela melodia chorosa, mas sim algo mais triste, meio deprê até. É claro, como todo bom disco de rock n’roll, há espaço para as músicas mais pesadas, mais agitadas, como a Secrets e a Ready que cativam pela simplicidade e levada que com certeza agradaria qualquer apreciador de rock n’roll.

Recomento este disco para qualquer pessoa que goste de um rock n’roll, independente de gostar ou não do “rock farofa”, uma vez que ao meu ver, o Vain conseguiu quebrar as barreiras deste estilo e ir além, fazendo algo mais amplo e atingindo todo mundo (ou quase todo mundo) que curte rock n’roll.

Seção: Eu quero!!!

A Apple anunciou que vai lançar um celular com as funções do iPod. O aparelho se chamará iPhone e será vendido por US$ 599 nos Estados Unidos, é claro. Aqui no Brasil, se chegar, vai ser por no mínimo uns R$ 3.000 pois além dos impostos altíssimos, nossos comerciantes gostam de faturar big time.

Leiam a notícia na íntegra aqui, ó.

Vencemos

Boicote a Cicarelli

Ontem ela foi na TV para dizer que não foi responsável pelo bloqueio ao site YouTube. É claro, depois que se tornou na Public Enemy #1 dos Internautas, quer limpar a barra. A MTV botou na sua programação um aviso, informando que nada tem a ver com esse caso e que não era justo boicotarem a MTV por isso e que o Brasil necessita de outros tipos de boicote. Como sempre a MTV tentando desviar a audiência para que se virem para outras causas e esqueçam esse caso (e continuem assistindo a MTV, claro). De fato temos outras questões de cunho político a serem debatidas, mas isso não vem ao caso. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Não sei quanto a vocês, mas para mim, boicotar a MTV seria muito fácil, já que quase não assisto TV e muito menos a MTV.

Anyway, o YouTube está de volta.

O que era doce se acabou… ou não.

Pois é caros amiguinhos, a porca da Cicarelli conseguiu bloquear o acesso ao YouTube para os brasileiros. Para os brasileiros lammers, é claro ;)

Bloqueio do Orkut

Ao lado, vemos a tela que eu recebi ao tentar acessar o YouTube essa manhã. Como podem ver, por ordem judicial o nosso querido e amado YouTube não poderá ser acessado pelo povo tupiniquim. Mas é claro que esse bloqueio não se extende ao povo Canadense…

Desbloqueio do YouTube

Tchanananããã… voilá! Eu no YouTube, alguns minutos mais tarde. Não vou ensiná-los a fazer isso aqui, mas é uma coisa muito besta e fácil de fazer, caso tiverem dúvidas, usem a porra do Google ou me procurem no MSN ou coisa assim.

Bem, agora eu vou procurar mais uma vez o vídeo daquela biscate trepando na praia.

MP3 do Defiance para download

Vai aí uma dica legal: a banda de Thrash Metal da Bay Area, Defiance, disponibiliza dois de seus três albuns para download de graça no site oficial deles. Quem não conhece o som deles, pode conhecer agora e para quem gosta de Thrash Metal da escola Bay Area, é um prato cheio! :)

NP.: Stone Temple Pilots – Sex Type Thing