Acabei de baixar o novo do Tigertailz, chamado Bezerk 2.0. Ainda não ouvi, exceto a música que eles liberaram antes do lançamento. Vai ser uma nova maneira de comentar sobre um disco. Na verdade eu estou sozinho, então não tem como ser uma Mesa Redonda, mas vocês captaram a idéia.
Antes de irmos ao álbum, algumas considerações.
- A música que eu ouvi previamente é Do It Up.
- Expectativas baixíssimas para este disco, até pela música que ouvi.
Para quem não conhece, o Tigertailz lançou então em 1990 o disco Bezerk, que foi o disco de mais sucesso deles. Sucesso naquelas, só a Love Bomb Baby que implacou algum sucesso, mas nada muito notável. Depois lançaram outros discos, com algumas coisas interessantes, outras nem tanto em 1995 eles meio que voltaram com o nome de , ou sei lá que rolo eles fizeram, mas enfim, o último álbum do Tigertailz de estúdio foi em 1995. Depois disto entraram num hitus, em 2003 rolou uma coletânea e tal, enfim, e aí os caras voltaram agora, em 2005. Apesar de ser uma banda Inglesa, o Tigertailz soa mais Americano do que muitas bandas dos EUA. Aquele Rock Farofa dos anos 80 que eu tanto gosto. Letras sexistas, atitudes sexistas, poses sexistas, diversão, peitos, sexo, enfim, farofada das bravas. =)
Aí os caras me resolvem voltar anunciando um disco chamado Bezerk 2.0. O que seria isso? Os mais otimistas poderiam achar que é uma “continuação de um grande álbum“. Eu já acho que é “Vamos tentar repetir a dose e ver se levantamos alguma grana“.
O que os senhores estão prestes a ver foi escrito conforme as opiniões sobre o que estou ouvindo no momento foram aparecendo. Vamos ver o que acontece.
1. Bezerk. Introdução esquisita. Sinistra. Pianinho meio sinistro, vozes no fundo meio sofridas. Agora uma orquesta do mal também. Puta merda, agora o rock veio. Pesadão. É uma faixa de introdução, instrumental, só com uma voz apresentando o disco de fundo. O que diabos é isto no fundo deste som pesadão? Parece um grito, parece uma gaita.
2. Do It Up. Já conhecia esta. Introdução besta. Com um solinho totalmente pop. O Kim Hooper ainda está com a mesma voz. Eu gosto da voz dele. Soa falsa pra cacete mas eu gosto. Refrão bobinho, com backing vocals também bobinhos. Aquela típica música para gravar na cabeça. Rock N’Roll sim, mas meio morto, faltou um pouco de energia. Jay Pepper ainda faz um trabalho legal na guitarra, ele não é tecnico, mas consegue lançar algumas coisas legais. Solinho meio feliz. Sei lá, muito estranho. Tá feliz de mais, está sem alma. Pelo visto a música não vai apresentar mais nada, já que estamos no terceiro refrão. Ah sim, durante o último refrão o Jay faz um solinho para acompanhar de fundo. Básico e clichê.
3. One Beat Of Your Heart. WHATHEFUCKISTHIS? Caralho! Que coisa bizarra é esta??? Uma guitarra fritada, bem Heavy Metal, e um teclado medonho acentuando as notas (tipo aquele pans, pans), tocando uma frase de umas 3 notas repetidamente e rapidamente. Medonho. Refrão novamente bobo. De volta ao teclado medonho. Solinho durante o 2o verso. Ainda estou com medo do teclado. Acho que tentaram soar meio “High Tech” e acabou não dando certo, mas dou créditos à eles, pelo menos tentaram mudar alguma coisa. Agora vem a ponte… gostei, dois vocais dividem a ponte, o principal e os backings. Solo bacana também. O que é isso? Uma outra ponte? Nah, só uma pontezinha para o refrão.
4. I Believe. Vixi, balada. Começa com aquele tradicional solo de introdução de baladas, bem melódico e emulando algum feeling. O solo se extendeu até demais… ahhh não. Piano e voz chorosa. Ah não. Kim tentanto soar emotivo, como falei ele é um bom cantor, mas soa falso demais as vezes. EITA PORRA! Refrão meio “explosivo”, com uns vocais meio de coral de fundo. Bonito, mas clichê pra caralho. Agora o segundo verso vem com piano também, ficou uma power ballad, com bateria e tal. Na verdade, ouvindo bem tem um outro instrumento, talvez uma flauta? Agora entrou uma mina cantando também, antes do refrão, parece voz daquelas negonas gospel dos EUA. Gostei. Ponte. Nada de anormal, nem pra mal e nem pra bem. EEEEEITA NOIS!!! Curti o solo. Ficou um lance meio palsado da base, um solo bem rock n’roll, no fundo um orquestrinha… gostei. Melhor momento até agora. Mas o que fudeu foi que acabou o solo e já veio o refrão, sensação de coito interrompido. Agora para terminar, solinho novamente… seguindo a velha formula que power ballads tem que terminar com solo. Nesta altura estou gostando da performance do Jay na guitarra.
5. Tvod. O que vem a ser Tvod? Introdução parece um radio, mudando de estação em estação… ou uma Tv, várias vozes, inclusive de desenho animado. Opa, bom riff, levadinha bacana. O verso é esquisito, baixão segurando uma nota e a guitarra explorando uns efeitos diferente, interessante, gostei. Agora entrou uns backing vocals cheios de efeitos. Doidera. Interessante. Ahhh não. Refrão brochante. Que backings são estes?? Parece umas menininhas. Parada em tudo. Agora voltamos para o 2o verso. Mesma coisa que o primeiro. Agora veio um lance meio RAP (!!!) aquela voz meio rap, batida no fundo… tosco. Para terminar lançaram um solo, solo até legal, meio que tentando concertar a cagada.
6. Falling Down. Começa com aqueles vocais em conjunto, bem anos 80. Aí vem uma batida moderna, não rock n’roll pra caralho, meio baseada em batuques. EEEEITA PORRA, uns vocais africanos!!! Zuado. Esotu me sentindo numa selva africana. No guitars até agora. Uns barulhos que lembra trovões. O refrão volta com a introdução, vocais todos unidos, mas uma guitarra modernona, até que legal, mas modernona. Agora os vocais africanos vêm com guitarra de fundo. E a mulher gospel lá voltou, com uns “Ou ou ou” e umas vocalizações de fundo. Solo time!!! Solo legal, encaixou bem com a música. Mais solo. Mais solo, agora com microfonia. Acabou.
7. Make Me Bleed. Dedilhado, teclado de fundo bem de leve. Meio sombrio, ó. Legal, bateria e guitarra fazendo uma batida, aí para e vem a voz, volta a bateria e a guitarra. Riff meio quebrado. Teclado no fundo contina. Agora um riffão heavy total!!! Totalmente Heavy Metal. Woo Hoo Heavy Metal is The Law. Hahaha. Da hora. Nossa, esta verso é totalmente Heavy. Pesadão pra caralho, umas escalas e tals. Vozes no fundo… vozes meio celestiais. O refrão veio que eu nem percebi direito. Tudo aqui é meio mescaldo. Já estou pensando no solo… estamos no 2o verso e as espectativas para o solo são altas. Ahhhhhhhhhhh agora entrou tipo uma ponte na guitarra. SOLO FODA!!! Fritadão. Espírito Metal. Óia, solinho two hands e tudo mais. Seria esta uma música boa do começo ao fim? Dá pra sacar bem que agora é o refrão, bah, básico. Chuva e dedilhado para terminar a música… sombrio.
8. Get Real. Já veio na bota, mal terminou uma. Gostei da introdução. Guitarra, pára, voz, pára, guitarra, para, voz (com a bateria no fundo o tempo todo). Básico. Refrão básico. Caralho, eles não investiram nada em refrão neste álbum?? Do what you feel, get real. Do what you feel, do what you feel, get real. Yeah Yeah Yeah Yeeeaahhh. Pontezinha legal, não chega a ser bem um solo, mas é a guitarra meio destacada. Ahhh não. Que solinho besta é este?? Ufa, só uma gracinha, não era um solo.
9. Anniez Gone. Dedilhadinho bem meigo hahaha. Opa, guitarrinha esperta agora. Riff legal, levada legal. Segunda guitarra entra em ação com um solo. Agora vocal meigo também hehehe, ah e dedilhado de fundo. Dedilhado, bateria e voz. Refrão com guitarra distorcida. Eita velha formula que não morre. Verso é viado pra caralho… toscão. Até agora a música menos bizarra, mais “direita” e mais sem graça. Dedilhado de novo, agora com orgão de fundo. Na na na na na na na e solo… ¬¬. Solo legal, by the way. Boba. Musiquinha boba. Se não fosse o Jay salvar a pátria em uma coisa ou outra legal na guitarra, teria sido um fracasso total.
10. For Hate’z Sake. Introdução promete. Pesadona e tal, me lembrou um pouco, bem pouco mesmo o Pantera. Ah, agora não lembra mais, esqueça o que falei. Merda, de novo a mesma coisa: baixo fazendo a base, aí a guitarra toca, pára, volta, pára… e o vocal rolando. Até que enfim eu gostei de um refrão, apesar de ser bobinho, é legal de ouvir. Sei lá, pelo nome da música eu esperava algo mais agressivo. Ouvindo bem, acho que é uma das músicas mais 80’s do álbum. Parou tudo. Só um monte de voz no fundo e microfonia. Agora voltou o baixo, pela levada o bicho vai pegar… só na caixa da bateria. YEEEEAAAHHH agora sim. Guns N’Roses apareceu na fita!!! Hahaha achei muito GNR esta parte. Pesadona, com energia, solo bacanão pacas. Se seguissem esta pegada o álbum inteiro tava bom. Agora até o refrão ficou meio GNR. You’re gonna diiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeeeee. Hahahahahaha. Nah, ficou meio parecido com o final da Paradise City, naquela mesma levada e energia. Da hora.
11. Sugar Fever. Guitarra meio Blink 182, eeeeeca!!! Agora entrou o verso, besta as hell. O Blink poderia ter gravado algo assim. Mas eu já entendi, tentaram soar como aquelas bandas glam/punks metidas a divertidas como o Heart Throb Mob, mas com umas doses mais altas de pop, final, ficou um Blink querendo soar como o Poison (ou vice-versa). Tenho esperanças que o solo vai salvar esta música, ou pelo menos dar uma melhorada. Ihhh rapá e não é que o solo veio e melhorou as coisas mesmo??? Solo muito rock n’roll. Arrisco dizer que é o melhor solo até agora. Do nada a música melhorou bem… bah, esquece o que eu falei, voltou o refrão… (-_-).
12. Dirty Needlez. A última. Barulho meio indecifrável. Agora veio um lance, sei lá, parece uma batida eletronica, uma metralhadora… sei lá, bizzaro. Guitarra abafando as notas. Um clima meio “Arabia”, música do deserto e tal hahaha. Riffão legal, e o teclado destacando umas notas (staccato que chama isso, se nao me engano). Eles usavam este teclado antigamente, no Bezerk (original). Da hora, ó. Refrão legal. Esta música deixou um rastro meio de Metal Melódico, não sei porque, apesar de não ter uma bateria tocando 10000 batidas/segundo, nem a guitarra tocando 51891561 notas/segundo. Sensação estranha. Ponte bem Heavy Metal, com uns vocais líricos. Me veio o Nightwish na cabeça. Sabia que podia contar com um bom solo… ótimo solo. Olha, eu até que recomendo esta música, heim. Não lembra nada do velho Tigertailz, alias, nenhuma aqui lembra, mas recomendo. Vocal Tarja Nightwish de novo… eeeee… cabou! Fim.
Devo assumir que mordi a lingua. Esperava um disco pop/rock e me deparei com um disco de rock n’roll moderno, bem experimental, com dosagens pop sim, sem dúvidas, mas no geral um álbum bem explorado. Achei que poderiam ter mais refrões legais, nenhum aqui realmente chama a atenção. Jay Pepper está muitíssimo bem neste disco, aliás, se não fosse ele acho que o disco seria um belo de um fracasso, sinceramente falando. A banda toda está, mas ele está acima da média. Uma média? Acho que um 8. É um disco de certa forma envolvente: não dá para ouvir uma música e pular para a outra, o conjunto todo é bom, mas algumas partes mais fracas acabam desanimando se você ouvir em partes este álbum.
2 Comentários
Blink soando como Poison?
Não vou ouvir para não perder a sanidade.
Ta ligado que vc é o melhor amigo q eu pude ter!!!!
Saudades mil!
Abração